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Capítulo 7: Prescritivo: Por que esta prática não é relativa à liberdade cristã?

“Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos.”(v. 10). A palavra traduzida ‘deve’ tanto aqui como no versículo 7 é um termo forte que expressa obrigação ou dever; consequentemente, não há opção ou escolha no assunto “. 1) Michael P.V. Barrett, “Head Covering for Public Worship: An Exposition of 1 Corinthians 11:2–16,” http://www.headcoveringmovement.com/Michael-Barrett-Head-Covering-for-Public-Worship.pdf (Faith Free Presbyterian Church, 2003), acessado em 03/05/2016.

Dr. Michael Barrett, professor, Puritan Reformed Theological Seminary

 

A liberdade cristã é o direito de um cristão de tomar uma decisão sobre algumas questões que não são ordenadas por Deus. Com esses tipos de questões, existem parâmetros bíblicos que limitam nossas escolhas e princípios bíblicos que devem informar nossas escolhas, mas não há apenas necessariamente uma resposta correta para todos os cristãos. Esta ideia é ensinada em Romanos 14, onde o apóstolo Paulo diz:

“Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes.

O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu.

Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai. Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar.

Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente.

Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus.”

Romanos 14:2-6

Paulo diz que Deus não controla uma determinada dieta nem nos pede que guardemos certos dias. Portanto, uma pessoa pode ser vegetariana enquanto outra pode comer carne. Pode-se observar um dia como especial enquanto outro pode tratar todos os dias. Ambos podem manter suas opiniões contrárias enquanto vivem para a glória de Deus. Algumas outras áreas que são consideradas como liberdade cristã, seriam seu estilo de moda, em questão de mídia (televisão, música, notícias) e como eles votam nas eleições. Essas questões terão parâmetros e princípios escriturísticos para ajudar a orientar nossas escolhas, mas não há nenhuma ordenação explicita que permita apenas uma visão em certas questões relativas.

Assim, resumindo, na área de liberdade cristã, primeiro: não é comandada por Deus, e segundo: permite que os cristãos ocupem posições diferentes enquanto ainda glorificam a Deus.

A cobertura feminina é uma liberdade Cristã?

Em 1 Coríntios 11, a cobertura feminina é defendida como um imperativo bíblico para trazer a conformidade na prática (versículo 16). Por isso, não acredito que seja correto classificá-la como uma questão de liberdade cristã. Aqui estão cinco motivos do porque eu acredito que a cobertura feminina é uma ordenança:

  1. A cobertura da cabeça é um ensinamento que foi “segurado firmemente” pela igreja porque foi entregue com autoridade apostólica (1 Coríntios 11: 2). Questões de liberdade são deixadas geralmente para o cristão individualmente, não entregue às igrejas para que elas guardem isso.
  2. Paulo diz a quem não concorda com a cobertura feminina que as igrejas têm apenas uma visão, e essa é a sua prática (1 Coríntios 11:16). Questões de liberdade são marcadas por várias visões diferentes, e não como uma posição exclusiva.
  3. A estrutura da frase ordena uma ação: “Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu.” (1 Coríntios 11:6). Questões de liberdade são marcadas pela ausência de um comando de ação direta.
  4. Paulo diz que não praticar a cobertura da cabeça é desonroso, vergonhoso e comparável a uma mulher com cabeça raspada (1 Coríntios 11: 4-6). Os problemas da liberdade são marcados por uma pluralidade de escolhas que podem trazer glória a Deus, enquanto Paulo diz que, neste caso, apenas uma escolha pode ser feita.
  5. Paulo defende a cobertura Cristã apelando para a ordem de Criação, a natureza e os anjos. As questões da liberdade são marcadas muitas vezes pelo silêncio nas Escrituras, não por uma defesa bíblica.

Por estas razões, acredito que a cobertura feminina é uma ordem bíblica que deve ser praticado por todos os cristãos.

Nós “devemos” praticá-la.

Alguns sugeriram que a cobertura feminina não é um mandamento bíblico porque Paulo nos diz que “devemos” praticá-lo, e não somos obrigados.

A palavra grega por trás do “dever” é opheilō, e ocorre trinta e cinco vezes no Novo Testamento. Em suas várias ocorrências é traduzido como devedor, obrigado, deve e até mesmo mandado (com algumas outras palavras que estão intimamente relacionadas). Em todos os casos, opheilō é destinado a levar a pessoa a uma prática apenas. Não traz a conotação de escolha, mas de obrigação.

Por exemplo, Paulo diz: “Maridos também devem amar suas próprias esposas” (Efésios 5:28), e João diz: “Também devemos nos amar uns aos outros” (1 João 4:11). Esses são mandamentos bíblicos, e não questões de liberdade. Não se pode reter o amor de uma esposa ou de outros cristãos enquanto queremos ainda glorificar a Deus. Quando Paulo nos diz que um homem “não deve cobrir a cabeça” (1 Coríntios 11: 7) e que ” a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio…” (1 Coríntios 11:10), ele está falando de algo que precisamos fazer, não algo que possamos escolher se quisermos fazer.

Que diferença faz?

Tendo defendido um caso do por que a cobertura feminina deve ser entendida como um mandamento, vejamos agora a diferença que isso faz. O que queremos dizer (e não queremos dizer) quando chamamos algo de mandamento?

Um Mandamento Bíblico:

  • não significa que você não pode discordar da interpretação (e, portanto, não guarda-lo).
  • não significa que ele deve ser aplicado por uma outra pessoa (embora isso possa ser perfeitamente aceitável, dependendo da circunstância, ou seja, um pastor sobre sua congregação).

Dito isto, há algumas diferenças importantes para a forma como interagimos com um mandamento em contraste com uma questão de liberdade cristã.

Um Mandamento Bíblico:

  • significa que se você está convencido de que a interpretação está correta, você é obrigado a observá-lo.
  • significa que você pode persuadir e exortar os outros a observá-lo sem ser legalista.

Eu entendo que chamar isso de um mandamento pode ser desconfortável com alguns que leem isso. Afinal, não estamos sob Graça e libertados da Lei? Não estou sugerindo um retorno salvífico da Lei, do qual fomos libertados (Romanos 7: 6). No entanto, estou enfaticamente afirmando que o cristianismo não é uma religião da ilegalidade (Mateus 7:23). Paulo disse que estamos sob a “lei de Cristo” (1 Coríntios 9:21), e Jesus disse: “Se você me ama, você guardará os meus mandamentos” (João 14:15). Isso significa que o cristianismo e os mandamentos não são antitéticos.

Embora a captação da cabeça tenha sido ensinada por Paulo (e não por Jesus), somos informados de que “Toda a Escritura é inspirada por Deus” (2 Timóteo 3:16), e o apóstolo Pedro considerou os escritos de Paulo como também as Escrituras (2 Pedro 3: 15- 16). Isso significa que as letras negras não são menos inspiradas do que as vermelhas. Desde que 1 Coríntios 11 é escrito por Deus, os crentes devem estudar esta passagem com o mesmo vigor que eles fazem com o resto das Escrituras. Se eles estão convencidos de que uma cobertura cristã está à vista e é um símbolo intemporal, eles são obrigados a guardar este mandamento e podem ensinar e exortar outros a fazer o mesmo.

References

1.
 Michael P.V. Barrett, “Head Covering for Public Worship: An Exposition of 1 Corinthians 11:2–16,” http://www.headcoveringmovement.com/Michael-Barrett-Head-Covering-for-Public-Worship.pdf (Faith Free Presbyterian Church, 2003), acessado em 03/05/2016.

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